Futuro do Varejo: 7 tendências que definirão o cenário brasileiro até 2030
Em um
futuro do Varejo
onde 50% dos lucros virão de atividades “além do comércio” e o Pix domina, empresas B2B precisam se adaptar a um ecossistema de convergência, sustentabilidade e hiperpersonalização.
O varejo brasileiro está passando por uma transformação silenciosa e profunda. Embora a consolidação do digital seja acelerada pela pandemia, a perspectiva até 2030 não é apenas uma redefinição dos canais existentes ou uma declaração de valores, mas SIM em quem paga por tudo isso.
Em breve, a metade dos lucros do varejo não será obtida apenas a partir do comércio. De acordo com as projeções da Bain & Company, atividades como mídia de varejo e monetização de dados representarão mais de 50% do total. O futuro é a convergência. Nos próximos 10 anos, a experiência do cliente será a única moeda de fato, e a lealdade não será comprada por transações, mas por interações significativas.
O Brasil tem uma vantagem excessiva e competência para adotar e adaptar tecnologias em massa. O Pix, que movimentou R$ 35,3 trilhões em 2025, tornou-se o sistema de pagamento instantâneo mais usado do mundo, em cinco anos. Mais surpreendentemente, o dinheiro P2B movimenta mais do que o dinheiro P2P.
No mundo B2B – da indústria de bens de consumo aos suprimentos de tecnologia, logística e brindes corporativos –, as tendências a seguir não são de futuro. São os dados nas quais as empresas precisam entender TUDO agora para não desaparecerem amanhã. Ignorar a realidade ou colocar um acento errado em pontos fracos é ameaçar a irrelevância. Há muitas histórias a serem contadas para estabelecer conexões com clientes potenciais. Coisas que não são fáceis de escrever – especialmente a ideia de que nem tudo é esperançoso, ou justo. Depois, por 7 números, entraremos em tendências sombrias ou pouco claras que verdadeiramente reinventarão o mercado B2B.
Resumo:
Mergulhei nas 7 principais tendências que moldarão o varejo brasileiro até 2030, com base em dados de mercado e análises de especialistas, e mostrei como o seu negócio pode se preparar para prosperar nesta nova era de convergência.
Tendências do Varejo Brasileiro para 2030
Tendência
Descrição
Implicações para o B2B
1. Omnichannel 3.0
Convergência total entre físico e digital, com transparência de interações e integração de pagamentos.
Desenvolver soluções que funcionem de forma integrada nos canais online e offline do varejista.
2. Varejo Físico 2.0
A loja física se transforma em um hub de experiências, focado em conexão emocional e comunidade.
Oferecer produtos e serviços que ajudem a criar essas experiências na loja, do design a eventos.
3. Social & Live Commerce
A jornada de compra se integra às redes sociais, com vendas impulsionadas por transmissões ao vivo.
Criar produtos “instagramáveis” e desenvolver estratégias de marketing que apoiem as vendas via social.
4. Pagamentos Digitais
Domínio absoluto do Pix e carteiras digitais, com foco em transações instantâneas e sem atrito.
Integrar soluções de pagamento digital em todos os pontos de contato e oferecer produtos que facilitem esse uso.
5. Sustentabilidade (ESG)
A pauta ESG deixa de ser discurso e se torna critério de decisão para consumidores e investidores.
Adotar práticas sustentáveis na produção e oferecer produtos com certificação e rastreabilidade.
6. Hiperpersonalização
Uso de dados para criar ofertas e experiências únicas para cada consumidor, indo além da segmentação.
Fornecer ferramentas e dados que permitam ao varejista personalizar a experiência do cliente final.
7. Além do Comércio
Diversificação das fontes de receita do varejista, com foco em mídia de varejo e monetização de dados.
Posicionar-se como parceiro estratégico na criação desses novos fluxos de receita.
1. Omnichannel 3.0: era da convergência
A distinção entre on e offline está se tornando obsoleta. No futuro, trata-se de uma experiência de cliente unificada, onde os canais são invisíveis e intercambiáveis. De acordo com o Bain & Company, estamos entrando no Omnichannel 3.0, caracterizado pela total digitalização e transparência das interações.
Em outras palavras, um cliente pode ser inspirado por um produto no Instagram, seguir direto para um QR code na vitrine da loja para ver mais detalhes, experimentar fisicamente o produto, pagar com Pix pelo celular para não ter que passar no caixa e escolher um motoboy para entregá-lo em casa no mesmo dia. No B2B, isso significa P&D de produtos, desenvolvimento de serviços e sistemas que operam de forma coesa nesse ecossistema híbrido, garantindo que a experiência do cliente seja homogênea e sem atritos, não importando o ponto de contato
2. Varejo Físico 2.0: loja como palco
A loja física não está morrendo. Está sendo reinventada como um “hub de experiências”. Sua função não é apenas estocar e vender produtos, mas criar conexões emotivas, construir comunidade e fornecer experiências, muitas vezes impossível de reproduzir online. O varejo se torna um palco e o produto se torna parte de uma performance. Algumas lojas já fazem workshops, cafés, ambientes de coworking e eventos com marcas convidadas.
Nas empresas B2B, por exemplo, devem pensar sobre como seu produto pode enriquecer essa experiência. Um brinde personalizado entregue em um evento pode criar uma memória tangível da experiência. Isso prolonga a conexão com a marca muito além do primeiro ponto de contato.
3. Social & Live Commerce: compra como entretenimento
O Brasil está projetado para se tornar um mercado de quase US$ 7 bilhões, em social commerce até 2030. A compra está a fundir-se com o entretenimento e a interação social, num fenômeno conhecido como “shoppertainment”.
No live commerce, em particular, mais relevante para consumidores B2C, a venda é um evento ao vivo e assistido, interativo e urgente, onde influenciadores exibem produtos e oferecem descontos exclusivos de tempo limitado.
Já para a indústria e fornecedores B2B, isso significa criar produtos que também sejam ditos “demonstráveis”, visualmente atraentes num vídeo ao vivo. Da embalagem à usabilidade e estética, o produto ganha um peso completamente novo e mais estratégico.
4. Pagamentos Digitais: velocidade do pix
O Pix não é apenas um meio de pagamento, é um fenômeno cultural que redefiniu as expectativas do consumidor brasileiro quando se trata de velocidade e conveniência. Já maior em uso para compras do que para transferências pessoa para pessoa, o Pix tornou-se o sistema operacional financeiro do varejo.
O Pix Automático para pagamentos recorrentes adiciona um nível de simplificação. As empresas B2B precisam não apenas aceitar o Pix, mas pensar em como seus produtos e serviços podem se alinhar com esta nova realidade. Um fornecedor, por exemplo, poderia oferecer um Porta-Cartões personalizado que também protege de clonagem RFID, que embora focado em cartões, comunica a crescente importância da segurança e praticidade em um mundo de transações digitais e contato gratuito.
5. Sustentabilidade (ESG): valor além do produto
A sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência. Com mais de US$ 2 trilhões previstos para serem investidos globalmente no varejo com foco em ESG até 2030, empresas que não se adaptarem ficarão para trás. O consumidor moderno, especialmente as gerações mais novas, quer saber a origem do produto, o impacto de sua produção e o compromisso da marca com o planeta e a sociedade.
Para o B2B, isso se traduz em uma demanda crescente por produtos com procedência comprovada, materiais reciclados e processos de produção de baixo impacto. Um brinde corporativo, como uma Sacola Ecológica de Algodão ou um Copo de Fibra, torna-se uma declaração tangível e poderosa dos valores da marca, comunicando responsabilidade sem precisar de palavras.
6. Hiperpersonalização: fim do consumidor médio
O uso desses dados transformados para compreender e antecipar as necessidades de cada cliente individual será a principal fonte de diferenciação. A Bain & Company prevê que a “epifania do cliente” levará a “como entender holisticamente como as pessoas vivem, trabalham e compram”. Isso está muito além da segmentação demográfica; é um território onde o contexto, o comportamento, as preferências e o tempo de todos e de cada indivíduo local para nós para comprar o produto certo, no momento certo, por meio do canal certo.
No B2B, isso significa dar ao varejista as ferramentas e a inteligência para fazer a personalização. No mercado de brindes, projeto de mapeamento para personalizar – a capacidade de criar presentes únicos para segmentos específicos de clientes, em vez de uma versão única para todos brindes, aumenta drasticamente a percepção de valor.
7. Além do Comércio: varejista como plataforma
Primeiramente, inspirados por gigantes como a Amazon, o os varejistas começarão a diversificar suas fontes de receita. As fronteiras mais promissoras são a criação de plataformas de mídia de varejo, onde marcas pagam para anunciar dentro do ecossistema do varejista, e a monetização de dados de consumo. Juntos, eles representarão 50% dos lucros do setor em 2030. Isso abre uma nova parceria para os fornecedores de B2B: como seus produtos e dados serão integráveis e agregarão valor a essas plataformas do varejista? Eles poderiam co-investir em uma campanha de retail media para impulsionar um produto específico, compartilhando dados e resultados com o varejista ou outro fornecedor, por exemplo.
Papel estratégico do fornecedor B2B no varejo do futuro
No cenário atual, o papel do fornecedor B2B – e isso inclui a indústria de brindes – deixa de ser o de fornecedor de produtos para se tornar um parceiro estratégico na experiência que seu cliente quer proporcionar ao consumidor final. Não se adaptar a essas tendências significa desaparecer.
• Por sustentabilidade: A demanda está aí. Portfólio de brindes sustentáveis, com certificações e rastreabilidade na cadeia de produção, não é mais uma opção. Talheres de Bambu Kits, Cadernos de Material Reciclado e Canetas de Cortiça são diretamente relacionados a isso. eles permitem que o varejista estenda seu compromisso ESG a seus próprios clientes e parceiros.
• Para a experiência em loja física: A compra precisa ser uma experiência. Um kit de vinho para um evento de degustação em loja, um avental de chef para aula de culinária ou um fone de ouvido Bluetooth para o lançamento de um aplicativo de varejista são exemplos de como um brinde pode tornar a experiência da marca inesquecível.
• No mundo digital e omnichannel: O brinde precisa falar digital com seu objetivo. Carregadores por indução e caixas de som Bluetooth fazem sua marca presente no dia a dia físico do cliente e dialogam com um consumidor conectado e complementam a jornada digital. Além disso, a inclusão de QR codes nos brindes pode destruir uma ponte phygital para sua marca, levando o cliente de um objeto físico para uma experiência única e exclusiva.
• Para personalização: A tecnologia de impressão e produção de brindes hoje permite quebras no nível do pensamento. Sua empresa pode criar séries limitadas de produtos para clientes de alto valor ou uma mensagem que se liga a uma campanha específica de sua empresa.
Eu acredito realmente que varejo brasileiro até 2030 será o ecossistema dinâmico que descrevi acima. É definido pela convergência total entre o físico e o digital, pelo impulso ao ritmo dos pagamentos instantâneos e pela forma do consumidor que demanda sustentabilidade e personalizações memoráveis.
Para as empresas B2B, o desafio e a oportunidade são transcender de simples fornecedores para arquitetos desta experiência. As empresas que prosperam são as parceiras. Elas não fornecem produtos que atendam às necessidades dos varejistas atuais, mas capacitem e atraem para navegar, encontrar e lucrar com as complexidades. Coniventes com um produto sustentável que se destaca e comunica valores, ou uma solução tecnológica que conecta canais ou um brinde que cria uma experiência memorável em uma loja simples – O sucesso do futuro do varejo é mais uma colaboração do que nunca.
Referências:
Bain & Company. “O futuro do varejo: a era da convergência”.
EBANX (via E-commerce Brasil). “Pix completa cinco anos e deve movimentar R$ 35,3 trilhões em 2025”.
Globe Newswire. “Brazil Social Commerce Market Intelligence Report 2025”.
CNDL. “A loja física como hub de experiências: o varejo que vai além da venda”.
GP ESG. “ESG no Varejo: perspectivas, tendências e como começar”.
IT Forum. “Varejo vai investir US$ 33 bi em automação até 2030”.
Fecomercio. “Varejo nacional avança com plano ambicioso de descarbonização”.
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